quarta-feira, 22 de março de 2017

Conteúdos das provas do 1o bimestre de 2017


Conteúdos das provas do 1o bimestre de 2017:

1o ano: Introdução aos estudos da história; Grécia (Atenas) e o nascimento da democracia; Roma e a República, Feudalismo, relações de trabalho e a Igreja Católica na Idade Média.


2o ano: Antigo Regime, Iluminismo, Revolução Francesa e chegada da família Real ao Brasil.

3o ano: Crise do Império brasileiro, Proclamação da República e República Velha, 1a Guerra Mundial e Revolução Russa.

segunda-feira, 20 de março de 2017

GRÉCIA E ROMA (1o ano)

No texto a seguir, Norberto Luiz Guarinello, professor de História Antiga da Universidade de São Paulo (USP), reflete sobre a cidadania nas cidades-estado da Antiguidade. 

1. Cidade- Estado e Cidadania 

Pertencer à comunidade da cidade-Estado não era, portanto, algo de pouca monta; mas um privilégio guardado com zelo, cuidadosamente vigiado por meio de registros escritos e conferido com rigor. Como já ressaltava o filósofo grego Aristóteles, fora da cidade-Estado não havia indivíduos plenos e livres, com direitos e garantias sobre sua pessoa e seus bens. Pertencer à comunidade era participar de todo um ciclo próprio da vida cotidiana, com seus ritos, costumes, regras, festividades, crenças e relações pessoais. 

Não podemos, no entanto, entender a formação dessas comunidades apenas como um processo de inclusão, já que o fechamento da cidade-Estado implicava, necessariamente, a definição do outro e sua exclusão. E o outro não era apenas o estrangeiro, mas muitos dos habitantes do próprio território das cidades-Estado. Eles participavam da sociedade com seu trabalho e recursos, mas não se integravam ao conjunto dos cidadãos. Este é um ponto crucial, cuja importância aumentou com o crescimento de várias cidades-Estado, por expansão econômica ou militar. Muitas delas, sobretudo as maiores e mais poderosas, como Atenas, Esparta ou Roma, abrigavam vasta população não cidadã, completamente excluída do corpo de cidadãos. As possibilidades foram múltiplas e se alteraram com o tempo, mas podemos sintetizá-las em três casos exemplares. 

O primeiro é o dos estrangeiros domiciliados, presentes sobretudo nas cidades portuárias e comerciais, como Atenas. Embora integrados à vida econômica e à teia das relações sociais, eles não faziam parte da população cidadã. Outro exemplo eram os grupos submetidos, em bloco, ao domínio e controle da comunidade cidadã, mormente após uma conquista militar, como os hilotas e periecos de Esparta - situação que se repetia em muitas colônias fundadas pelos gregos, nas quais o trabalho fundamental das terras agrícolas era realizado por comunidades subalternas. Ao contrário dos estrangeiros domiciliados, que se acomodavam com sua situação, essas comunidades foram fonte permanente de conflitos com a cidade-Estado dominadora, quase sempre em busca da independência coletiva e às vezes de integração. 

Havia, por fim, os escravos, cuja situação no seio das cidades-Estado era peculiar. Encontravam-se sob o poder de seus donos e eram regidos por regras privadas, sem controle cívico, acesso à esfera pública ou quaisquer direitos. Nas cidades mais ricas, em certos momentos, chegaram a compor um contingente expressivo da população - um terço ou até mais. Ocupavam todo tipo de ofício, agrícolas e artesanais, e monopolizavam os serviços domésticos. Submetidos a um poder sem limites, sem lei, ao arbítrio de seus senhores, os escravos foram, por boa parte da história do mundo antigo, fonte de conflitos intensos - desde lutas domésticas contra seus senhores até grandes sublevações, como a famosa revolta de Espártaco na Itália romana. Esses conflitos, no entanto, jamais objetivaram sua integração à comunidade cidadã nem tampouco a abolição da escravatura, mas apenas a liberdade individual dos revoltos.

Todas as cidades-Estado, portanto, conviveram ao longo de suas histórias com inimigos internos por vezes formidáveis. O processo inclusivo de constituição das comunidades cidadãs forjou-se simultaneamente a um brutal processo de exclusão interna que se tornou cada vez mais agudo, na medida em que algumas dessas cidades cresceram em poder e complexidade social. 

GUARINELLO, Norberto Luiz. Cidades-Estados na Antiguidade Clássica. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, CarIa Bassanezi (Orgs.). História da cidadania. São Paulo; Contexto, 2003. p. 35-6. 


2. Grécia e Roma: Sociedade e economia


Por Neri de Paula Carneiro

Podemos partir da indagação: quais podem ser apontadas como sendo as bases sociais e econômicas do mundo Greco-romano? Em poucas palavras: Uma economia agrária que se assenta sobre o escravismo.

Quem vive no contato com a sala de aula, por certo já ouviu a pergunta sobre o porquê de se estudar as sociedades antigas.Entre inúmeras respostas possíveis, uma diz respeito ao fato de aí estarem plantadas as raízes da nossa sociedade. O mundo ocidental em que vivemos nasceu do sincretismo de elementos gregos, latinos e cristãos. Não somos nem cristãos, nem gregos ou latinos, somos uma construção cultural envolvendo esses e outros elementos. Foram os processos históricos que nos transformaram no que somos: o mundo ocidental construídos a partir dessas raízes. 

Em vista disso é se torna válida a indagação sobre como se organizava a sociedade e a economia dos povos gregos e latinos.

Como já foi afirmado acima, o mundo grego é um emaranhado cultural que mantém alguns traços em comum: a língua, alguns costumes e o fato das cidades-estado serem administradas por uma elite oligárquica, caracterizando um mundo descentralizado. Por isso o que se diz de uma cidade grega, nem sempre se aplica a outras. As características de Atenas são bem distintas de Esparta. E ambas se diferenciam de Tebas ou Corinto. Mas em todas teremos uma sociedade fundamentada no trabalho escravo e administrada pelo que podemos chamar de elite agrária pois vive da exploração da terra, por meio do trabalho escravo. As particularidades, como já dissemos, devem ser buscadas em cada região ou em cada época. Entretanto esses traços comuns permanecem.

No mundo romano, contrariamente ao mundo grego, ocorre centralização político-administrativa. Ademais, a centralização administrativa na cidade de Roma pode ser apontada como a causa principal para a formação de um imenso império e o mesmo ter se mantido unido e relativamente estável por vários séculos. Assim, ao falarmos do mundo grego não podemos, em princípio, ter um cidade em particular, embora Atenas e Esparta, em geral, sejam as cidades de referência; já o mundo romano se fundamenta nas decisões adotadas pela elite patrícia reunida na cidade de Roma. 

É evidente que existem as particularidades e especificidade de cada época, entretanto podemos dizer que nas sociedades grega e romana existem características comuns: são formadas por proprietários de terra que a exploram com mão de obra escrava. A posse da terra, em ambas as sociedades, é o elemento determinante para a caracterização da cidadania. E, além disso, são essas elites que determinam os rumos políticos da sociedade. Nas cidades-estado gregas, os proprietários-cidadão, escolhem entre si e entre os mais ricos aqueles que deverão comandar a cidade; no mundo romano essa atribuição cabe aos patrícios.

E aqui cabe mais um esclarecimento. A cidadania depende da riqueza originária da terra. A posse da terra possibilita a concentração da riqueza e esta, por sua vez é uma das condições da cidadania. São os cidadãos que detêm o poder político e, portanto, constroem a democracia. Por esse motivo é que a democracia, além de ser fruto da riqueza, depende do trabalho escravo. No mundo grego o cidadão é cidadão porque tem escravos aos quais explora e dos quais depende sua subsistência e em oposição ao estrangeiro que pode ate ser rico mas não pode gozar da cidadania, como comenta Florenzano (1986, p. 26): Desde o período arcaico

"a idéia e a prática da comunidade igualitária e, portanto, de democracia vão se cristalizando. Em contrapartida à noção do cidadão participante, membro integrante da comunidade na verdade a pólis são os cidadãos a noção de escravo mercadoria e a de estrangeiro aparecem com muito maior nitidez. Democracia e escravidão apresentam-se a partir desta época como idéias dependentes entre si". 

Em outras palavras podemos dizer que o mundo grego, da mesma forma que mais tarde ocorreria com Roma, não teria produzido a cultura e as inovações que nos legou se não tivesse explorado o trabalho escravo (CARNEIRO, 2008). Grécia e Roma ganharam o destaque e tornaram-se a gênese do mundo ocidental em virtude da exploração do trabalho escravo. Por isso, em oposição ao mundo oriental, e ao modo de produção asiático o ocidente nasce com o modo de produção escravista: explorando a mão de obra escrava as elites se apropriaram da terra e das decisões políticas. 

Isso posto podemos dizer que a economia tanto no mundo Grego como romano tinha por base a exploração do trabalho escravo e, embora ambas as sociedades fossem urbanizadas, as principais atividades produtivas eram relacionadas à terra. Os escravos realizavam todas as atividades, tanto na cidade como o campo. Entretanto as atividades rurais eram aquelas que mantinham a subsistência das cidades gregas e do mundo romano. 

Nessas sociedades só existiam ricos e escravos? É a pergunta que muitos podem estar se fazendo, diante do exposto. A resposta é não. A estrutura social do período clássico era relativamente complexa. Além dos cidadãos (cidadão, no mundo grego e patrício, no mundo romano), existiam várias camadas sociais formadas por pessoas livres. Constituíam-se de médios e pequenos proprietários, artesãos, além de uma infinidade de pessoas que viviam às custas de vender o próprio trabalho ou na extrema miséria. Eram tantos em Roma, a partir do século II aC., que muitas vezes eram usados pelos grupos rivais nas lutas pelo poder. Formavam uma verdadeira "massa em disponibilidade, pronta a lutar ao lado de um ou de outro partido político. Daí o nome de 'classe perigosa' [...]. Com efeito, sua participação como massa de manobra foi intensa durante as crises" (FLORENZANO, 1986, p. 83). Para essa multidão foi que a partir de Augusto se desenvolveu a política do pão e circo.

Apesar de existirem inúmeras camadas, nas sociedades grega e romana, elas pouco representavam em termos de decisão política ou poder econômico. Sua função era exercer a atividade para a qual se constituíam. Eram o que Homero chamou de "demiurgo" trabalhador livre, com uma especialidade. 

Tudo isso implica dizer que, apesar de existirem as especificidades de cada sociedade, o mundo grego e romano possuem grandes semelhanças e, porque não dizer, continuidades...

ARISTÓTELES, A Política. Disponível em: , acesso em 10/02/2010

BLOCH, Marc, Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar. 2001.

CALDAS, Alberto Lins. A criação da história. In. Primeira Versão. ano V, nº 180 - fevereiro - Porto Velho, 2005. Disponível em:

CARNEIRO, Neri P. Estudar História in: www.webartigos.com, publicado em: 7/04/2008. Disponível em: 

CARNEIRO, Neri P. Porque A Filosofia Nasceu Na Gréciain: www.webartigos.com, publicado 2/04/2008. Disponível em: 

FLORENZANO, Maria B. B. O mundo antigo: economia e sociedade. 6 ed. São Paulo: Brasiliense. 1986 

Neri de Paula Carneiro Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.

Leia mais: ;

Texto retirado do site:http://www.webartigos.com/artigos/grecia-e-roma-sociedade-e-economia/32859/

quarta-feira, 8 de março de 2017

A CRISE DO 2o REINADO BRASILEIRO (3o ano)

                     A CRISE DO 2o REINADO BRASILEIRO


Podemos compreender a crise do Império principalmente através do regime monárquico intempestivo em relação às modificações na economia e na sociedade que ocorreram em meados do século XIX.

As transformações econômicas e sociais vêem do crescimento da cafeicultura, porém essas transformações não eram significativas para o País, pois o sistema monárquico brasileiro estava bastante enervado.

As mudanças no setor político-administrativo só privilegiavam o crescimento econômico do Império, e os interesses dos grupos sociais predominantes. Sendo assim, os cafeicultores e a camada média passaram a apoiar os republicanos na derrubada do Império.

Questão social: O abolicionismo

A Inglaterra foi a grande responsável pela abolição da mão-de-obra escrava no Brasil. A revolução industrial necessitava de mercados consumidores. Os negros, sendo livres, iriam tornar-se assalariados e, conseqüentemente, consumidores.

Após a guerra do paraguai, em 1870, a sociedade mobilizou-se e assumiu uma posição abolicionista clara e direta. Vários segmentos sociais começaram a se posicionar em defesa da libertação dos escravos.

A oligarquia agrária produtora de café do Oeste paulista, principal responsável pela lavoura, tornou-se defensora do fim da escravidão. Esta classe social tomou consciência de que o trabalho escravo era inoperante; portanto deveria ser substituído pelo trabalho livre.

As pressões contra a escravidão eram defendidas por várias instituições antiescravistas (internacionais e nacionais) que se avolumaram entre os anos de 1870 e 1880. O Brasil era o único país americano livre que ainda utilizava escravos.

As principais leis abolicionistas foram:

Lei Bill Aberdeen (1845)

1. Proíbe o tráfico negreiro e aprisiona navios que transportavam escravos.

2. Julga os traficantes na Inglaterra.

Lei Eusébio de Queiroz (1850)
Extinção do tráfico negreiro. Os ingleses viviam sua industrialização e viam na abolição da escravidão as possibilidades de aumentar seu mercado consumidor.

Lei do Ventre Livre (1871)
Foi de autoria do visconde de Rio Branco. Declarava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da promulgação da lei. Apesar de liberto, o menor ficaria até 8 anos de idade sob o controle dos senhores, os quais teriam a opção de receber do Estado a indenização de 600$000 ou de utilizar-se dos serviços do menor de idade até os 21 anos.

Lei do Sexagenário (1885)
Também chamada de "Saraiva-Cotegipe", declarava livres os escravos com mais de 65 anos.

Lei Áurea (1888) 

Extinguiu a escravidão no Brasil.


                                              Resultado de imagem para QUEDA DO 2O REINADO BRASILEIRO

Questão Religiosa (1872 – 1875)

Na monarquia brasileira a Igreja e o Estado estavam associados pelo padroado que instituía o catolicismo como a religião oficial do Brasil e os padres e bispos eram trabalhadores públicos, pagos pelo Estado; e pelo beneplácito, que determinava que os bispos escolhidos pelo papa só seriam efetivados no cargo mediante a aprovação de Dom Pedro II.

Logo a relação entre o Estado e a Igreja começou a se agravar. Em1864, ano em que a Europa sofria com os conflitos entre maçons e católicos, o papa decretou a proibição da relação entre o clero e a maçonaria, mas como o conflito só estava atingindo a Europa, o decreto do papa não refletiu muito no Brasil.

Porém, em 1872 tornou-se evidente a Questão Religiosa, quando os bispos D. Vital de Oliveira (Olinda) e D. Antônio de Macedo (Belém do Pará), declararam que todas as irmandades de suas dioceses que não excetuassem os seus integrantes maçons seriam interditadas.

No entanto, a maçonaria tinha grande importância social para o governo imperial, que interpôs a sua autoridade, e como conseqüência os bispos foram condenados a 4 anos de prisão com trabalho forçado. Em 1875, o primeiro-ministro Duque de Caxias entrou com um pedido de anistia para os bispos condenados, que foi concedido pelo Imperador.

A Questão Religiosa deixou o governo politicamente destruído, e com isso grande parte da população ficou a favor da dissociação do Estado e da Igreja, fortalecendo ainda mais os republicanos.

                               Imagem relacionada

As questões militares (1884 – 1886)

Após a guerra do Paraguai, o Exército brasileiro se fortaleceu, pois até então o seu exercício era insignificante, se comparado a Guarda Nacional. A partir daí, o setor militar brasileiro se tornou mais organizado e moderno.

Contudo, politicamente, o Exército não tinha grandes prestígios, o que deixava os oficiais insatisfeitos. O clima tenso entre os militares e civis, conhecidos como “fardas” e “casacas”, respectivamente, aumentava cada vez mais. E assim, começaram a ocorrer alguns incidentes, expandindo as questões militares.

A primeira questão ocorreu quando o Coronel Sena Madureira declarou-se publicamente através da imprensa, contra a reforma do Montepio Militar, e considerando que atitudes como esta eram proibidas aos militares, este foi repreendido pelo Ministério da Guerra.

A segunda questão está relacionada à prisão de Sena Madureira, que recebeu com muita honra na Escola de Tiro do Campo Grande, o Cearense Francisco Nascimento, um jangadeiro que impedia o embarque de escravos de Fortaleza para o Sul, e veio para o Rio de Janeiro para participar de um comício a favor da abolição. Como Madureira prestigiou a chegada do jangadeiro, o governo imperial sentiu-se ofendido e ordenou a demissão do coronel da Escola de Tiro, bem como a sua prisão. Esse fato causou a revolta de outros militares, que ao fazerem seus manifestos também foram detidos.
A terceira questão partiu de uma inspeção de rotina feita pelo Coronel Cunha Matos em Piauí, onde foi descoberto o extravio de fardamentos, e negociatas com o salário dos militares. Após descobrir a corrupção, Cunha pediu o afastamento do oficial responsável, e foi acusado de ter agido sem dignidade. Para se defender, Cunha desobedeceu a lei e se manifestou publicamente, através da imprensa, por isso foi punido, ficando preso por 48 horas. Com isso, um novo conflito é iniciado. Cunha recebeu o apoio do marechal Deodoro da Fonseca, que não suspendeu a prisão dos militares que estavam sobre o seu domínio.

Diante de uma situação irreversível e temendo uma revolta militar, o governo imperial suspendeu as penas estabelecidas e libertou os militares presos. A participação dos militares nos combates políticos foi uma fase evidente da queda do Império.

                                                          
                     Resultado de imagem para QUESTÃO MILITAR DO 2O REINADO BRASILEIRO



                 

Retirado do blog:http://www.colegioweb.com.br/historia/a-queda-do-imperio-.html

quinta-feira, 5 de março de 2015

APRESENTAÇÃO


"Pensar que o homem nasceu sem uma história dentro de si próprio é uma doença. É absolutamente anormal, porque o homem não nasceu da noite para o dia.Nasceu num contexto histórico específico, com qualidades históricas específicas e, portanto, só é completo quando tem relações com essas coisas.Se um indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo que mutilá-lo."

Carl Jung


Este blog é destinado principalmente, mas não exclusivamente, aos meus alunos do Ciep Brigadeiro Sérgio Carvalho (165), com o objetivo de proporcionar o contato com textos diversificados e complementares aos trabalhados em sala de aula.

Todos os comentários e perguntas serão bem-vindos, desde que pertinentes aos temas e aos textos.

Boa leitura e bom estudo !

Prof. Omar de Almeida

MÁTERIA PARA AS PROVAS DO 1o BIMESTRE de 2017:

1o ano:


2o ano:

3o ano:

Boa Prova!

METODOLOGIA DE ESTUDO:


ROTEIRO PARA LEITURA E ESTUDO

Uma das maiores dificuldades dos alunos atuais é a leitura e sua interpretação. Às vezes um texto muito interessante passa despercebido porque não sabemos ler!

Saber ler não é simplesmente ser alfabetizado.
Saber ler é conseguir pensar com o autor, compreendê-lo e criticá-lo.

Apresentamos abaixo um pequeno roteiro para auxiliá-lo em sua leitura:

* Ler uma vez com atenção
* Anotar as palavras desconhecidas
* Procurar no dicionário seu significado
* Reler o texto
* Sublinhar (ou marcar) as idéias mais importantes
* Anotar as críticas e observações
* Discutir as idéias principais do texto com seus colegas.


Atenção aluno:

Nunca aceite opiniões prontas e definitivas! Quando ler um texto, de qualquer assunto, sendo possível, procure outras fontes e autores, analise e tire sua própria conclusão!!


Boa Leitura!!

ATIVIDADES PARA O 1o ANO:

ATIVIDADE 1 2016



Vídeo "Democracia e cidadania" :  https://youtu.be/oeAELdmqLqM

Texto:

Grécia e Roma: Sociedade e economia


Por Neri de Paula Carneiro

Podemos partir da indagação: quais podem ser apontadas como sendo as bases sociais e econômicas do mundo Greco-romano? Em poucas palavras: Uma economia agrária que se assenta sobre o escravismo.

Quem vive no contato com a sala de aula, por certo já ouviu a pergunta sobre o porquê de se estudar as sociedades antigas.Entre inúmeras respostas possíveis, uma diz respeito ao fato de aí estarem plantadas as raízes da nossa sociedade. O mundo ocidental em que vivemos nasceu do sincretismo de elementos gregos, latinos e cristãos. Não somos nem cristãos, nem gregos ou latinos, somos uma construção cultural envolvendo esses e outros elementos. Foram os processos históricos que nos transformaram no que somos: o mundo ocidental construídos a partir dessas raízes. 

Em vista disso é se torna válida a indagação sobre como se organizava a sociedade e a economia dos povos gregos e latinos.

Como já foi afirmado acima, o mundo grego é um emaranhado cultural que mantém alguns traços em comum: a língua, alguns costumes e o fato das cidades-estado serem administradas por uma elite oligárquica, caracterizando um mundo descentralizado. Por isso o que se diz de uma cidade grega, nem sempre se aplica a outras. As características de Atenas são bem distintas de Esparta. E ambas se diferenciam de Tebas ou Corinto. Mas em todas teremos uma sociedade fundamentada no trabalho escravo e administrada pelo que podemos chamar de elite agrária pois vive da exploração da terra, por meio do trabalho escravo. As particularidades, como já dissemos, devem ser buscadas em cada região ou em cada época. Entretanto esses traços comuns permanecem.

No mundo romano, contrariamente ao mundo grego, ocorre centralização político-administrativa. Ademais, a centralização administrativa na cidade de Roma pode ser apontada como a causa principal para a formação de um imenso império e o mesmo ter se mantido unido e relativamente estável por vários séculos. Assim, ao falarmos do mundo grego não podemos, em princípio, ter um cidade em particular, embora Atenas e Esparta, em geral, sejam as cidades de referência; já o mundo romano se fundamenta nas decisões adotadas pela elite patrícia reunida na cidade de Roma. 

É evidente que existem as particularidades e especificidade de cada época, entretanto podemos dizer que nas sociedades grega e romana existem características comuns: são formadas por proprietários de terra que a exploram com mão de obra escrava. A posse da terra, em ambas as sociedades, é o elemento determinante para a caracterização da cidadania. E, além disso, são essas elites que determinam os rumos políticos da sociedade. Nas cidades-estado gregas, os proprietários-cidadão, escolhem entre si e entre os mais ricos aqueles que deverão comandar a cidade; no mundo romano essa atribuição cabe aos patrícios.

E aqui cabe mais um esclarecimento. A cidadania depende da riqueza originária da terra. A posse da terra possibilita a concentração da riqueza e esta, por sua vez é uma das condições da cidadania. São os cidadãos que detêm o poder político e, portanto, constroem a democracia. Por esse motivo é que a democracia, além de ser fruto da riqueza, depende do trabalho escravo. No mundo grego o cidadão é cidadão porque tem escravos aos quais explora e dos quais depende sua subsistência e em oposição ao estrangeiro que pode ate ser rico mas não pode gozar da cidadania, como comenta Florenzano (1986, p. 26): Desde o período arcaico

"a idéia e a prática da comunidade igualitária e, portanto, de democracia vão se cristalizando. Em contrapartida à noção do cidadão participante, membro integrante da comunidade na verdade a pólis são os cidadãos a noção de escravo mercadoria e a de estrangeiro aparecem com muito maior nitidez. Democracia e escravidão apresentam-se a partir desta época como idéias dependentes entre si". 

Em outras palavras podemos dizer que o mundo grego, da mesma forma que mais tarde ocorreria com Roma, não teria produzido a cultura e as inovações que nos legou se não tivesse explorado o trabalho escravo (CARNEIRO, 2008). Grécia e Roma ganharam o destaque e tornaram-se a gênese do mundo ocidental em virtude da exploração do trabalho escravo. Por isso, em oposição ao mundo oriental, e ao modo de produção asiático o ocidente nasce com o modo de produção escravista: explorando a mão de obra escrava as elites se apropriaram da terra e das decisões políticas. 

Isso posto podemos dizer que a economia tanto no mundo Grego como romano tinha por base a exploração do trabalho escravo e, embora ambas as sociedades fossem urbanizadas, as principais atividades produtivas eram relacionadas à terra. Os escravos realizavam todas as atividades, tanto na cidade como o campo. Entretanto as atividades rurais eram aquelas que mantinham a subsistência das cidades gregas e do mundo romano. 

Nessas sociedades só existiam ricos e escravos? É a pergunta que muitos podem estar se fazendo, diante do exposto. A resposta é não. A estrutura social do período clássico era relativamente complexa. Além dos cidadãos (cidadão, no mundo grego e patrício, no mundo romano), existiam várias camadas sociais formadas por pessoas livres. Constituíam-se de médios e pequenos proprietários, artesãos, além de uma infinidade de pessoas que viviam às custas de vender o próprio trabalho ou na extrema miséria. Eram tantos em Roma, a partir do século II aC., que muitas vezes eram usados pelos grupos rivais nas lutas pelo poder. Formavam uma verdadeira "massa em disponibilidade, pronta a lutar ao lado de um ou de outro partido político. Daí o nome de 'classe perigosa' [...]. Com efeito, sua participação como massa de manobra foi intensa durante as crises" (FLORENZANO, 1986, p. 83). Para essa multidão foi que a partir de Augusto se desenvolveu a política do pão e circo.

Apesar de existirem inúmeras camadas, nas sociedades grega e romana, elas pouco representavam em termos de decisão política ou poder econômico. Sua função era exercer a atividade para a qual se constituíam. Eram o que Homero chamou de "demiurgo" trabalhador livre, com uma especialidade. 

Tudo isso implica dizer que, apesar de existirem as especificidades de cada sociedade, o mundo grego e romano possuem grandes semelhanças e, porque não dizer, continuidades...

ARISTÓTELES, A Política. Disponível em: , acesso em 10/02/2010

BLOCH, Marc, Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar. 2001.

CALDAS, Alberto Lins. A criação da história. In. Primeira Versão. ano V, nº 180 - fevereiro - Porto Velho, 2005. Disponível em:

CARNEIRO, Neri P. Estudar História in: www.webartigos.com, publicado em: 7/04/2008. Disponível em: 

CARNEIRO, Neri P. Porque A Filosofia Nasceu Na Gréciain: www.webartigos.com, publicado 2/04/2008. Disponível em: 

FLORENZANO, Maria B. B. O mundo antigo: economia e sociedade. 6 ed. São Paulo: Brasiliense. 1986 

Neri de Paula Carneiro Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.

Leia mais: ;

Texto retirado do site:http://www.webartigos.com/artigos/grecia-e-roma-sociedade











ATIVIDADE  I


                              Perguntas de um Operário que lê
    Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis:
Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes?

Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo:
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?

A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam
gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?

O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?

César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?

Filipe da Espanha chorou,
quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.

Quem cozinhava o banquete?

A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões. 


 Quem escreveu o poema acima foi o poeta alemão Bertold Brecht, nascido em 1898 e morto em  1956. Através de suas palavras, podemos fazer uma importante reflexão sobre o que estudamos, a      História. Após a leitura do texto, reflita sobre os pontos abaixo.
  1. Quem, afinal, construiu a cidade de Tebas, a Muralha da China e os arcos de Roma? 
 2. Os Reis que aparecem nos livros (como Alexandre e César) alcançam seus grandes feitos    sozinhos? Justifique,
  3. Se as histórias que aparecem nos livros tivessem sido escritas pelos operários que transportavam  as pedras, pelos pedreiros que construíram os monumentos ou pelo cozinheiro de César, que  personagens apareceriam nesses livros? 
  4. A história escrita pelos reis, generais e “grandes homens” citados no texto seria a mesma escrita  pelos trabalhadores? Justifique.
  5. Em um trecho, diz que “o jovem Alexandre conquistou as Índias” e, em outro, que “César venceu  os gauleses”. A história dessas batalhas escrita por Alexandre e por César seria a mesma escrita pelos  Indianos e pelos gauleses?
  6. Que fatores você acha que influenciam nessa diferença na forma de contar a mesma história?
  7. Você acha importante que os livros abordem essas diferentes histórias (a dos reis, mas também a  dos trabalhadores)? Por quê?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ATIVIDADES PARA O 3o ANO:

Atividade 1: Simulado Saerjinho

1) Leia o texto abaixo.
1914: Atentado e Morte em Sarajevo – O motivo da visita.
A visita do herdeiro do trono austro-húngaro à cidade de Sarajevo antes de tudo foi uma
operação para demonstrar força e presença naquela parte do império. A Bósnia-Herzegovina, uma pequena região dos Bálcãs, havia sido anexada ao Império Habsburgo apenas há seis anos antes, em 1908, quando a Áustria-Hungria aproveitou-se da grave crise que afligia o Império Otomano (potência nos Bálcãs desde o século XVI), provocada pela ascensão ao poder dos "Jovens Turcos". Com tal medida, o Império Habsburgo queria pôr uma pedra definitiva sobre a questão balcânica, afirmando a presença permanente dos seus interesses naquela eternamente conturbada região da Europa. O governador Oskar Potiorek convidara Sua Alteza para que, a título de supervisor dos exércitos imperiais, passasse em revista as tropas e confraternizasse com a população bósnia. Porém tudo se precipitou e o atentado foi o sinal para que a Europa inteira, em questão de semanas, entrasse na mais mortífera das guerras.
Disponível em: <http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/sarajevo.htm>. Acesso em: 10 jan. 2012.

Com base nesse texto, os fatos ocorridos em 1914 tiveram como consequência a
A) Guerra da Bósnia.
B) Guerra da Coreia.
C) Guerra do Vietnã.
D) Primeira Guerra Mundial.
E) Segunda Guerra Mundial.

2) Leia o texto abaixo.
O ponto forte é mesmo a umbigada – ou punga – , momento em que as coreiras (nome dado às dançarinas) se encontram, fazem saudações aos brincantes e chamam uma substituta para entrar na roda. Três tambores formam o conjunto conhecido como parelha, confeccionados com madeira de mangue, sororó, pau-d’arco, angelim ou faveira.
FERRETI, Sergio. A punga resiste! O tambor de crioula superou preconceitos e vive no Maranhão; in: FIGUEIREDO, Luciano (org.).

Esse texto faz referência a qual elemento da história da cultura afro-brasileira?
A) Bailes de salão.
B) Carnaval de rua.
C) Dança de roda.
D) Festa popular.
E) Roda de samba.

3) Leia o texto abaixo.
Política dos Governadores
[...] Eram os grandes proprietários de terra que exerciam seu poder sobre a grande camada da população composta de trabalhadores pobres e analfabetos. Na ocasião das eleições ocorria o que era chamado de voto de cabresto. Naquele momento o voto não era algo secreto e acabava que na prática também não resultava em algo livre. Os fazendeiros em acordo com os governadores decidiam em quem seus comandados iriam votar. [...]
Disponível em: <http://www.historiabrasileira.com/brasil-republica/politica-dos-governadores/>. Acesso em: 4 nov. 2013. Fragmento.

De acordo com esse texto, a relação entre governo e eleitores acontecia através:
A) da cidadania.
B) da democracia.
C) do comunismo.
D) do coronelismo.
E) do populismo.

4) Leia o texto abaixo.
[...] Para Marx, a relação entre história e cultura dá-se não pelas escolhas dos homens, mas devido a condições concretas e pré-determinadas, estabelecidas no processo de produção da sobrevivência. Assim, as próprias instituições sociais e intelectuais seriam organizadas pela forma como, em cada época, estrutura-se a economia, e não pelas determinações do “espírito” [...]
Disponível em: <http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br/2011/07/o-conceito-de-cultura-um-produto-social.html>. Acesso em: 21 nov. 2013. Fragmento.

De acordo com esse texto, a relação entre história e cultura se dá através
A) da economia.
B) da religião.
C) da sociedade.
D) do nascimento.
E) do parentesco.

5) Leia o texto abaixo.
[...] Essa industrialização proporcionou mudanças na estrutura social brasileira, com a formação de uma classe operária e o crescimento do espaço urbano. As mudanças políticas e sociais, também conhecidas pelo termo modernização, resultaram ainda em agudos conflitos sociais, tanto no campo, como no caso da Guerra de Canudos, quanto nas cidades, como a Revolta da Vacina e as greves operárias na década de 1910. [...]
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/historiab/republica-velha-1889-1930.htm>. Acesso em: 9 fev. 2014. Fragmento.

Em relação à I República, esse texto afirma que
A) o período foi caracterizado por tensões sociais no campo e na cidade.
B) o Brasil se tornou uma potência militar no contexto da América Latina.
C) a indústria brasileira produziu tecnologia mais avançada do que os EUA.
D) a Guerra de Canudos se espalhou pelo Brasil e causou instabilidade interna.
E) a classe operária brasileira promoveu uma revolução socialista no país.

6) Leia o texto abaixo.
[...] A campanha de Oswaldo Cruz contra a peste bubônica correu bem, mas o método de combate à febre amarela, que invadiu lares, interditou, despejou e internou à força, não foi bem sucedido. Batizadas pela imprensa de “Código de Torturas”, as medidas desagradaram. [...] Entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904, a cidade do Rio de Janeiro viveu o que a imprensa chamou de “a mais terrível das revoltas populares da República”. O cenário era desolador: bondes tombados, trilhos arrancados, calçamentos destruídos – tudo feito por uma massa de 3000 revoltosos. [...]
VIVEIRO, Alessandra A. Disponível em: <http://www.cdcc.usp.br/ciencia/>. Acesso em: 4 nov. 2013. Fragmento.

De acordo com esse texto, a Revolta da Vacina aconteceu porque o governo
A) admitiu a concentração de terra.
B) impôs a vacinação obrigatória.
C) permitiu o aumento da passagem.
D) proibiu o voto dos analfabetos.
E) suspendeu o direito de greve.

7) Leia o texto abaixo.
A Primeira Guerra Mundial
[...] Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da Grande Guerra.
[...] Os países europeus começaram a fazer alianças políticas e militares desde o final do século XIX. Durante o conflito mundial essas alianças permaneceram. De um lado, havia a Tríplice Aliança, formada em 1882 por Itália, Império Austro-Húngaro e Alemanha. Do outro lado a Tríplice Entente, formada em 1907 com a participação de França, Rússia e Reino Unido. [...]

Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/primeiraguerra/>. Acesso em: 8 nov. 2013. Fragmento.

De acordo com esse texto, o equilíbrio entre as nações europeias foi abalado
A) pela disputa imperialista.
B) pela libertação da África.
C) pela revolução da Rússia.
D) pelo avanço neonazista.
E) pelo comunismo alemão.